Juíza de 85 anos, da África do Sul e de origem indiana, leva o Prêmio Nobel da Paz
Sexta 09/10/26 - 7h06
Ela foi reconhecida por seus esforços na promoção da paz e do direito internacional.
Pillay tem 85 anos e é natural de Durban, na África do Sul.
De origem indiana tâmil, começou sua carreira jurídica defendendo ativistas contrários ao regime do apartheid, incluindo Nelson Mandela.
Foi a primeira mulher negra a integrar o Tribunal Superior da África do Sul e a primeira mulher a abrir um escritório de advocacia na província de Natal, onde nasceu.
Ao longo de sua carreira, atuou como juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda, do Tribunal Penal Internacional e foi alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014.
Atualmente, é juíza da Corte Internacional de Justiça, onde analisa um caso de genocídio contra Mianmar.
O comitê destacou que o trabalho de Pillay em Ruanda foi fundamental para estabelecer que estupro e violência sexual podem constituir crimes contra a humanidade e genocídio. "Um fio condutor percorre desde seu trabalho inicial em defesa de Nelson Mandela e de outros que se opuseram ao apartheid até sua atuação como juíza em alguns dos principais casos de tribunais internacionais de nossa época", afirmou o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes.
O comitê afirmou que quis lembrar que a capacidade de resolver conflitos sem violência depende do Estado de Direito.
O Prêmio Nobel da Paz é o quinto concedido nesta semana, após os anúncios nas áreas de Medicina, Física, Química e Literatura. A entrega será em Oslo, no dia 10 de dezembro.


