7 mandados de prisão pedidos pela Polícia Civil, de Brasília DF, contra grupo criminoso extorsionista: "...os autores atuavam a partir da cidade de Montes Claros/MG, local onde já foram realizadas diversas operações policiais da PCDF, tendo em vista que o município se tornou um polo desse tipo de extorsão"
Quarta 20/05/26 - 8h16
8h15m, quarta-feira, da Polícia Civil do Distrito Federal:
PCDF deflagra operação para coibir grupo criminoso dedicado à prática de extorsões
Nesta quarta-feira, 20, a Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 17ª DP, com apoio operacional da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, deflagrou a Operação Policial “Eros”, visando desarticular um grupo criminoso dedicado à prática de extorsões.
A investigação foi iniciada em dezembro de 2025, quando um casal de moradores de Taguatinga acessou um site de acompanhantes para contratar um encontro amoroso, mas desistiu logo em seguida.
Após a desistência, passaram a ser procurados pelos autores, que se apresentavam como agenciadores da acompanhante e exigiam o pagamento de uma taxa de cancelamento no valor de R$ 700.
Durante as cobranças, foram proferidas diversas ameaças de morte e de divulgação de dados pessoais do casal nas redes sociais, as quais persistiram mesmo após o pagamento dos valores exigidos.
Os autores chegaram, inclusive, a encaminhar imagens de armas de fogo para intimidar as vítimas.
No decorrer das investigações, constatou-se que os autores atuavam a partir da cidade de Montes Claros/MG, local onde já foram realizadas diversas operações policiais da PCDF, tendo em vista que o município se tornou um polo desse tipo de extorsão.
Ao todo, foram identificados dez integrantes do grupo criminoso, dentre eles três adolescentes.
Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão, todos a serem cumpridos em Montes Claros/MG.
Os investigados responderão pelos crimes de extorsão e associação criminosa majorada pela participação de adolescente.
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Resumo:
Operação da PCDF mira grupo suspeito de extorsões e ameaças virtuais em Montes Claros, com sete mandados de prisão cumpridos nesta quarta-feira.
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11h17m, quarta-feira, da Polícia Civil:
Desarticulado grupo de extorsão ligado ao golpe da falsa garota de programa
As polícias civis de Minas Gerais (PCMG) e do Distrito Federal (PCDF) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (20/5), a operação Eros, voltada ao combate ao crime de extorsão praticado por meio do golpe conhecido como falsa garota de programa. A ação foi realizada em Montes Claros, no Norte mineiro.
Ao longo da operação, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão. As ordens judiciais fazem parte de uma investigação conduzida pela 17ª Delegacia de Polícia da PCDF.
Entenda o caso
As apurações começaram em dezembro de 2025, após um casal de Taguatinga, no Distrito Federal, denunciar ter sido vítima de extorsão. Segundo a investigação, as vítimas acessaram um site de acompanhantes e desistiram do encontro. A partir daí, passaram a receber ameaças, cobranças de uma suposta taxa de cancelamento e mensagens com imagens de armas de fogo para forçar o pagamento.
O trabalho de inteligência identificou que os integrantes do grupo atuavam a partir de Montes Claros. Ao todo, dez pessoas foram identificadas, entre elas três adolescentes. Os investigados poderão responder pelos crimes de extorsão e associação criminosa majorada pela participação de menores.
Integração
O delegado Diego Flávio Carvalho Pereira, coordenador da Agência de Inteligência do 11º Departamento de Polícia Civil em Montes Claros, destacou a importância da atuação conjunta. O apontamento foi reiterado pelo delegado da PCDF responsável pela investigação, Thiago Boeing, ao ressaltar o êxito da operação para a desarticulação do grupo.
“A integração entre a PCMG e a PCDF demonstra a eficiência do trabalho de inteligência policial no combate às organizações criminosas interestaduais. Seguiremos atuando de forma firme e estratégica para identificar, prender os autores e também atingir o patrimônio obtido com os ganhos ilícitos dessas práticas criminosas”, afirmou Diego Pereira.
A ação mobilizou 15 policiais civis de Minas Gerais e sete do Distrito Federal.
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16h24m, quarta-feira, do jornal Estado de Minas, de BH:
Sete são presos em operação contra golpe da "falsa garota de programa"
Ação conjunta das polícias de Minas e do DF, em Montes Claros identificou mais de 200 vítimas em menos de um ano
Luiz Ribeiro
Sete pessoas foram presas, nesta quarta-feira (20/5), em Montes Claros, no Norte de Minas, numa operação conjunta entre as polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal, de combate ao crime de extorsão praticado por meio do golpe da “falsa garota de programa”. Foram apreendidos celulares, cujos conteúdos vão basear novas investigações sobre a atuação do grupo criminoso.
Conforme informações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), as apurações da Operação Eros começaram em dezembro de 2025, após um casal de Taguatinga, no Distrito Federal, denunciar ter sido vítima de extorsão. Segundo a investigação, as vítimas acessaram um site de acompanhantes e desistiram do encontro.
A partir daí, passaram a receber ameaças e cobranças de uma suposta taxa de cancelamento. Elas chegaram a receber mensagens com imagens de armas de fogo para forçar o pagamento, segundo a PCMG.
O delegado Diego Flávio Carvalho Pereira, coordenador da Agência de Inteligência do 11º Departamento de Polícia Civil em Montes Claros, detalhou que o casal de Taguatinga, que denunciou o golpe, chegou a pagar R$ 1 mil para os criminosos. Depois disso, os golpistas continuaram pedindo mais dinheiro, mediante ameaças de morte e da divulgação de dados pessoais do casal nas redes sociais.
“Polo” das quadrilhas
A ação desta quarta-feira (20/5) foi a oitava operação de combate ao golpe da “falsa garota de programa” realizada em Montes Claros em menos de um ano. O delegado Diego Flávio Pereira disse que a cidade do Norte de Minas virou um “polo” desse tipo de crime em um curto espaço de tempo, com elevados números de envolvidos e de vítimas.
“Infelizmente, Montes Claros se transformou em um polo (do golpe). A gente tenta explicar isso como um fenômeno da criminologia. Normalmente, os autores estão em bairros periféricos. Eles não têm tantas condições financeiras. E passaram a migrar, por exemplo, do crime de tráfico e do crime de roubo para esse crime digital, vendo facilidade para auferir vantagem ilícita na dificuldade que é apuração (do crime) por parte da polícia”, relatou o delegado.
Diego Flavio Pereira disse ainda que nas oito operações realizadas em menos de um ano em Montes Claros ocorreu a identificação do “número assustador" de mais de 60 pessoas envolvidas na prática do golpe da falsa garota de programa, e o “número alarmante” de mais de 200 vítimas do crime de extorsão.
Segundo o delegado foram identificadas vítimas em vários estados, como Bahia, Tocantins, São Paulo, DF e Goiás.
Como é praticado
Atração por perfis falsos: criminosos criam anúncios com fotos profissionais e preços aparentemente atrativos em sites especializados ou redes sociais para atrair a vítima a contatá-los via WhatsApp.
Coleta de dados e confiança: durante a conversa com as vítimas, os golpistas podem pedir fotos íntimas ou recorrer a um algum meio para obter dados pessoais como CPF, endereço e nomes de familiares através de bancos de dados vazados.
Agendamento fictício: durante a conversa, um “encontro” é marcado, mas a acompanhante nunca comparece. Em alguns casos, a vítima chega a pagar um valor antecipado de "reserva" ou "deslocamento".
Extorsão e ameaças: após o "desencontro" ou a simples tentativa de contato, um terceiro (fingindo ser agenciador, cafetão ou membro de facção criminosa como o PCC) entra em contato, pedindo dinheiro, com ameaças de divulgação dos dados caso o pagamento não for efetuado.
O que fazer ao receber mensagens
A orientação da polícia é não responder e não realizar nenhum pagamento. O ideal é registrar as mensagens, fazer capturas de tela (prints) com o número ou nome do perfil que fez o contato, bloquear imediatamente o criminoso e procurar a Polícia Civil.
A vítima pode registrar o boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou fazer o registro junto à polícia pelo sistema on-line. É importante apresentar ou anexar provas, como prints das mensagens, nomes de usuários e números de telefone utilizados na tentativa de extorsão.
Os mandados de prisão foram cumpridos nesta quarta-feira (20/5) em quatro Bairros de Montes Claros: Esplanada e Independência (região Norte da cidade); Nova Morada e Castelo Branco (região do Grande Santos Reis). As idades dos presos variam entre 19 e 44 anos. Entre eles, também foi detida uma mulher, de 33.
O trabalho de inteligência identificou que os integrantes da quadrilha do golpe da falsa mulher de programa atuavam a partir de Montes Claros. Entre os suspeitos de envolvimento no grupo criminoso também foram identificados três menores.
A apuração é conduzida pela 17ª Delegacia de Polícia da PCDF. Os investigados poderão responder pelos crimes de extorsão e associação criminosa majorada pela participação de menores.
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18h42m, quarta-feira, do jornal O Tempo, de BH:
Grupo suspeito de aplicar ´golpe da falsa garota de programa´ é alvo de operação em MG
Investigação aponta que vítimas recebiam ameaças, cobranças e fotos de armas após desistirem de encontros marcados por sites de acompanhantes
Mateus Pena
Sete mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão foram cumpridos em Montes Claros, no Norte de Minas, durante a operação Eros, deflagrada na manhã desta quarta-feira (20/5) pelas polícias civis de Minas Gerais (PCMG) e do Distrito Federal (PCDF). A ação investiga um grupo suspeito de aplicar o chamado “golpe da falsa garota de programa”.
Segundo as investigações, as vítimas acessavam sites de acompanhantes e, após desistirem dos encontros, começavam a receber mensagens intimidatórias com cobranças de uma suposta “taxa de cancelamento”. Os criminosos também enviavam imagens de armas de fogo para pressionar os pagamentos.
Grupo atuava a partir de Montes Claros
Conforme a PCMG, as apurações começaram em dezembro de 2025, após um casal de Taguatinga, no Distrito Federal, denunciar o crime. A investigação da 17ª Delegacia de Polícia da PCDF identificou que os integrantes do grupo atuavam a partir de Montes Claros.
Ao todo, dez pessoas foram identificadas, entre elas três adolescentes. Os investigados poderão responder por extorsão e associação criminosa majorada pela participação de menores.


