Morto, mãe de menino de 5 anos o levou a hospital, por volta das 23h. Pais acabaram presos
Terça 28/04/26 - 12h14
Mãe é investigada após levar filho de 5 anos morto a hospital de Januária com sinais de agressão
Aos médicos, a mulher disse que o menino passou mal após comer carne de porco, na manhã de domingo (26), e reclamou de dores abdominais ao longo do dia.
Ela afirmou que, no trajeto de bicicleta até o hospital, os dois caíram, o que teria causado as várias lesões e hematomas no rosto, tórax e barriga da criança
A equipe médica acionou a Polícia Militar no último domingo (26), após um menino de 5 anos dar entrada já sem vida no Hospital Municipal de Januária, por volta das 23h, com diversos sinais de agressão.
Ao perceber que o corpo do menino apresentava vários hematomas e ferimentos, os médicos indagaram a mãe da criança, de 27 anos, sobre o que aconteceu. Aos profissionais de saúde, a mulher infromou que na manhã do mesmo dia, o menino havia comido carne de porco e teria passado mal ao longo do dia, queixando-se de fortes dores abdominais.
A mãe contou ainda que no início da noite de domingo (26), ela colocou o filho na garupa de uma bicicleta para levá-lo ao hospital. Durante o trajeto, eles teriam caído da bicicleta, o que provocou as várias lesões e hematomas no rosto, tórax e barriga da criança.
Devido atitude e comportamento suspeito da mulher, os médicos ligaram para a polícia, que compareceu à unidade de saúde e registrou o boletim de ocorrência.
Ao ter conhecimento dos fatos, a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso. Foram expedidas guias periciais e estão sendo realizadas diligências de campo.
De acordo com o delegado da Polícia Civil responsável pelo caso, William Araújo, serão ouvidas ainda testemunhas próximas ao menor de idade, como professores da escola onde ele estudava e conselheiros tutelares.
"Os elementos subjetivos de provas serão coletados para confirmar se, de fato, aquela criança foi assassinada ou não. Com base nisso, as devidas medidas cautelares serão tomadas", afirmou o delegado.


