Plano da China é reduzir importação que destina até 60 bilhões de dólares ao Brasil, principalmente na compra de carne e soja. Veja o que fazer
Sábado 15/08/26 - 8h57A China intensifica sua estratégia de segurança alimentar como parte do 15º Plano Quinquenal, que cobre o período de 2026 a 2030.
A iniciativa prevê o aumento da produtividade interna de grãos, com uma meta de aproximadamente 725 milhões de toneladas, além de investimentos em tecnologia, biotecnologia, mecanização e preservação do solo .
O plano busca reduzir a dependência de importações em culturas estratégicas, como soja e cereais, diante de riscos geopolíticos e climáticos .
A China quer garantir sua capacidade produtiva, basear o fornecimento no mercado interno e diversificar a oferta de produtos à população .
Para o Brasil, maior exportador de grãos para a China, a medida representa um desafio.
O país pode deixar de faturar anualmente entre 50 e 60 bilhões de dólares em exportações do agronegócio, com maior impacto sobre a soja e a carne bovina .
Na carne bovina, a China já impôs uma cota de importação com tarifa mais baixa.
O volume que o Brasil pode embarcar com esse benefício é de 1,1 milhão de toneladas, quase 600 mil toneladas a menos do que o embarcado em 2025 .
A avaliação de especialistas é que a redução da demanda chinesa deve pressionar os preços internacionais, aumentar a concorrência e reduzir margens ao longo da cadeia.
O agronegócio brasileiro precisará buscar novos mercados, investir na diversificação de produtos e agregar valor às cadeias produtivas para se adaptar a essa mudança estrutural no comércio global .


